sábado, 15 de agosto de 2009

"Façamos três tendas"


Façamos três tendas; foi esta a expressão dos três apóstolos, Pedro, Tiago e João, após terem exclamado: « Senhor, como é bom estarmos aqui!», no episódio da Transfiguração, que viria anteceder a Ressurreição de Jesus.

Jesus ao transfigurar-se no monte Tabor, á frente dos seus três discipulos "predilectos", digamos assim, vem-nos dar uma amostra do que é a sua divindade, mas, mesmo assim, até os próprios discipulos, que já andavam com Jesus a anunciar a Boa Nova á sensivelmente três anos, não puderam compreender, porque ainda não estavam suficientemente capacitados das suas missões e dos ensinamentos que lhes foram confiados, para que pudessem ser anunciados aos demais Cristãos.
Amiga(o) e Irmã(o)

E nós?; que tivemos, ou estamos a ter dez anos de formação cristã na catequese e em outros grupos da nossa paróquia; será que conseguimos compreender todos os mistérios que nos são e serão explanados, e desta forma, confiados?Pois! Somos demasiado limitados! Mas, somos ainda mais limitados, porque tentamos ver com a razão, aquilo que só se pode e só se consegue ver aos olhos do coração e da fé.

Irmã(o)!

Não tenhamos medo de aceitar todos os mistérios que nos são apresentados no nosso dia-a-dia, como por exemplo a Eucaristia! Não tenhamos medo de sermos santos! Não tentemos, como muitos fazem explicar aos olhos da ciência, aquilo que não se pode explicar. Não tenhamos medo de sermos diferentes! Tenhamos sim, medo, bastante medo, de sermos iguais a tudo o que vemos e a todos os outros que rumam sem vida e vivem sem rumo!



Cristo Jovem


1º Edição | "JOVENS DE MARIA"

Saiu hoje, dia 15 de Agosto, a 1º edição do Jornal "Jovens de Maria", da JUVENTUDE MARIANA VICENTINA DE CARVALHAL.

Nesta 1º edição, contamos as actividades realizadas pelo nosso grupo, uma crónica do Padre Pedro Tropa, e várias rubricas como, "Cantemos Todos!", e "Hora da Cozinha!".

Esperamos que apreciem o nosso trabalho. Comentem e deixem sugestões!

Boas Leituras!

Um abraço em Maria e Vicente,

Fábio André - Vogal de Imprensa da Juventude Mariana Vicentina de Carvalhal.


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Fica aqui as páginas do jornal, para que possam ler!


















































XX Domingo do Tempo Comum - 16.08.09


A liturgia do 20º Domingo do Tempo Comum repete o tema dos últimos domingos: Deus quer oferecer aos homens, em todos os momentos da sua caminhada pela terra, o “pão” da vida plena e definitiva. Naturalmente, os homens têm de fazer a sua escolha e de acolher esse dom.


No Evangelho, Jesus reafirma que o objectivo final da sua missão é dar aos homens o “pão da vida”. Para receber essa vida, os discípulos são convidados a “comer a carne” e a “beber o sangue” de Jesus – isto é, a aderir à sua pessoa, a assimilar o seu projecto, a interiorizar a sua proposta. A Eucaristia cristã (o “comer a carne” e “beber o sangue” de Jesus) é um momento privilegiado de encontro com essa vida que Jesus veio oferecer.


A primeira leitura oferece-nos uma parábola sobre um banquete preparado pela “senhora sabedoria” para os “simples” e para os que querem vencer a insensatez. Convida-nos à abertura aos dons de Deus e à disponibilidade para acolher a vida de Deus (o “pão de Deus que desce do céu”).


A segunda leitura lembra aos cristãos a sua opção por Cristo (aquele Cristo que o Evangelho de hoje chama “o pão de Deus que desceu do céu para a vida do mundo”). Convida-os a não adormecerem, a repensarem continuamente as suas opções e os seus compromissos, a não se deixarem escorregar pelo caminho da facilidade e do comodismo, a viverem com empenho e entusiasmo o seguimento de Cristo, a empenharem-se no testemunho dos valores em que acreditam.


Reflectindo o Evangelho


De certeza que alguns dos momentos da vida que mais nos agradaram foram passados à mesa, numa alegre confraternização, em alegre convívio com a família e os amigos. De facto, a refeição ocupa uma posição essencial na nossa vida, não só por ser a forma de recarregarmos as energias perdidas pela actividade do dia-a-dia, mas também porque é local de encontro e de união com os nossos semelhantes. Numa palavra, a refeição é local de comunhão: quando partilhamos uma refeição com alguém entramos em comunhão com essa pessoa e ela connosco, porque nos damos a conhecer, porque nos aproximamos, etc.


Tomar a refeição que Jesus continua a apresentar-nos nesta catequese do Pão da Vida (ver Evangelho) é entrar em comunhão com Ele. E entrar em comunhão com Ele é permanecer n’Ele: «Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em Mim e Eu nele» (Evangelho). E permanecer n’Ele é alcançar a vida da qual Ele já participa, a vida eterna: «Quem comer deste pão viverá eternamente» (Evangelho). Por isso, Ele, Sabedoria Eterna de Deus, lança-nos o convite para participarmos no banquete preparado para nós já desde tempos imemoriais: «Vinde comer do meu pão e beber do vinho que preparei» (1.ª leitura). Se participarmos da refeição da Sabedoria de Deus, entramos em comunhão com Ela, tornamo-nos mais semelhantes a Ela.



Vivendo o evangelho


«Saboreai e vede como o Senhor é bom» (salmo responsorial): é este o convite que o salmo deste Domingo nos faz: saborear a refeição da Sabedoria de Deus, do Seu Corpo e Sangue, para que, cada vez mais, nos transformemos n’Ele e Ele em nós. É esta a vontade do Senhor que São Paulo nos exorta a descobrir (ver 2.ª leitura). Sejamos capazes de a descobrir e, descobrindo-a, capazes de a realizar frequentemente, porque temos o banquete do Corpo e Sangue de Jesus sempre à nossa espera, sempre pronto para nos alimentar.


Farol de Luz ; A Caminho


ASSUNÇÃO DA VIRGEM SANTA MARIA – 15.08.09


Mãe de Deus, templo vivo da divindade santíssima do Filho único, em acção de graças o repito: na verdade, a tua assunção não te afastou nada dos Cristãos. Vives imperecível, mas não estás longe deste mundo perecível. Pelo contrário, estás próxima de quantos te invocam e quem te procura com fé encontra-te. Convinha que o teu espírito permanecesse sempre forte e vivo e que o teu corpo fosse imortal. Com efeito, como poderia a corrupção da carne reduzir-te a cinzas e a pó, a ti, que livraste o Homem do fracasso da morte, pela incarnação do teu Filho? [...]


Uma criança procura e deseja a sua mãe e a mãe gosta de viver com o seu filho. Da mesma forma, visto que tinhas no teu coração um amor maternal por teu Filho e teu Deus, naturalmente tinhas de conseguir regressar para junto Dele. E Deus, devido ao amor filial para contigo, devia, com toda a justiça, permitir-te partilhar da Sua condição. Assim, morta para as coisas perecíveis, emigraste para as moradas imperecíveis da eternidade, onde reside Deus de Quem agora partilhas a vida. [...]


O teu corpo foi Sua morada e neste dia foi Ele que, por Sua vez, Se tornou o local do teu repouso. «Este será para sempre o Meu lugar de repouso» dizia [Sl 132 (131), 14]. Este espaço de repouso é a carne que de ti tomou e de que Se revestiu, Mãe de Deus, a carne na qual acreditamos que Se mostrou no mundo presente e que Se manifestará no mundo futuro, quando vier julgar os vivos e os mortos. Visto seres a morada do Seu repouso eterno retirou-te da corrupção e levou-te consigo, querendo guardar-te na Sua presença com o seu afecto. Eis porque tudo quanto Lhe pedes Ele to concede, como a uma mãe ciosa dos seus filhos. Eternamente bendito, tudo quanto desejas Ele o realiza com a Sua divina omnipotência.



Farol de Luz


sábado, 8 de agosto de 2009

Edição Nº1 - "Jovens de Maria"


No próximo dia 15 de Agosto, sairá a 1º edição do jornal da Juventude Mariana Vicentina de Carvalhal. Tem o nome do nosso grupo: "Jovens de Maria".

Terá, entre as notícias de actividades realizadas pelo grupo, uma crónica do Padre Pedro Tropa, e várias rubricas como "Cantemos Todos!", "Hora da Cozinha!", etc...

Curiosos?

Então não podem deixar de ver o nosso jornal!

Podem deixar comentários ou até sugestões!


Apresentado o logótipo da JMJ 2011 Madrid


Nesta quinta-feira foi divulgado o logo que representará a próxima Jornada Mundial da Juventude (JMJ2011), programada para Madrid, de 16 a 21 de Agosto de 2011.

Seu autor José Gil-Nogués, designer gráfico espanhol, explicou que o fundo do desenho simboliza “jovens de todo o mundo que se unem para celebrar sua fé junto ao Papa, ao pé da Cruz, e formam a coroa de Nossa Senhora de Almudena, padroeira de Madrid”.
Na coroa, continua dizendo o criador, destaca o “m” de Maria, também inicial de Madrid, lugar do encontro.A Cruz, sinal do cristão, preside o encontro do Papa com os jovens, que fazem visível com seu testemunho o tema da JMJ: “arraigados e edificados em Cristo, firmes na fé”.
A mensagem do logo, acrescenta, “é uma catequese, uma oportunidade de evangelização: o caminho rápido e seguro para chegar a Cristo é a Virgem Maria, Mãe de Deus e dos homens. Os jovens têm, na fé de Maria, o exemplo e o modelo para chegar a Cristo e cumprir a finalidade prioritária da JMJ: dar a conhecer ao mundo sua mensagem”.
Sobre a forma, o designer esclareceu que “o símbolo possui um traço espontâneo e firme, como a juventude do século XXI. É próximo, afável, aberto. Alegre, descontraído e positivo”.“O uso de uma paleta de cores quentes (vermelho, laranja e amarelo) transmite um calor inconfundível, sinal de identidade de uma cidade como Madrid, de um país como Espanha. Estas cores são reflexo também do ‘calor divino’, do Amor trinitário”, declara.O logo foi escolhido através de um concurso restrito a desenhistas gráficos profissionais.José Gil-Nogués (Valência, 1971), jornalista e desenhista, recebeu numerosos prémios e seu trabalho foi publicado e exposto nos cinco continentes.

Apoio das autoridades nacionais e locaisDom César Franco, bispo auxiliar de Madrid e coordenador geral da preparação da JMJ, explicou na conferência de imprensa de apresentação que “A JMJ Madrid 2011 conta com o apoio completo do governo da Espanha, da Comunidade de Madrid e da Prefeitura da capital, que ofereceram a colaboração pública para este evento, que atrairá para Madrid e Espanha muitos jovens de todo o mundo”.
Prevê-se uma participação entre um milhão e meio e dois milhões de pessoas, entre 18 e 29 anos, de quase todos os países do planeta.

Novos caminhos de comunicaçãoSantiago de la Cierva, director de comunicação da JMJ, assinalou que a base para a organização e a comunicação será a página web e as redes sociais, que são o melhor caminho para chegar aos jovens.


fonte: Zenit

Dia Mundial da Paz 2010


O Vaticano divulgou esta Quarta-feira o tema da mensagem de Bento XVI para o Dia Mundial da Paz 2010, desta feita intitulada “Se queres a paz, cuida da criação”. O Papa fala numa crise ecológica e na necessidade de enfrentá-la globalmente.

Numa nota divulgada pela sala de imprensa da Santa Sé, pode ler-se que o tema pretende fomentar uma tomada de consciência do “forte elo que existe no nosso mundo globalizado e interconectado entre salvaguarda da criação e cultivo do bem da paz”, lembrando as “terríveis perspectivas que a degradação ambiental apresenta”.

Mais informações em www.vatican.va


A Caminho

XIX Domingo do Tempo Comum, 9.08.09


A liturgia do 19º Domingo do Tempo Comum dá-nos conta, uma vez mais, da preocupação de Deus em oferecer aos homens o “pão” da vida plena e definitiva. Por outro lado, convida os homens a prescindirem do orgulho e da auto-suficiência e a acolherem, com reconhecimento e gratidão, os dons de Deus.

A primeira leitura mostra como Deus Se preocupa em oferecer aos seus filhos o alimento que dá vida. No “pão cozido sobre pedras quentes” e na “bilha de água” com que Deus retempera as forças do profeta Elias, manifesta-se o Deus da bondade e do amor, cheio de solicitude para com os seus filhos, que anima os seus profetas e lhes dá a força para testemunhar, mesmo nos momentos de dificuldade e de desânimo.

O Evangelho apresenta Jesus como o “pão” vivo que desceu do céu para dar a vida ao mundo. Para que esse “pão” sacie definitivamente a fome de vida que reside no coração de cada homem ou mulher, é preciso “acreditar”, isto é, aderir a Jesus, acolher as suas propostas, aceitar o seu projecto, segui-l’O no “sim” a Deus e no amor aos irmãos.

A segunda leitura mostra-nos as consequências da adesão a Jesus, o “pão” da vida… Quando alguém acolhe Jesus como o “pão” que desceu do céu, torna-se um Homem Novo, que renuncia à vida velha do egoísmo e do pecado e que passa a viver no caridade, a exemplo de Cristo.


Reflectindo o Evangelho


Dentro do imaginário de férias de muitos jovens existe um ideal de viagem que é olhado com admiração, como um desafio, mas que muitas vezes acaba por ficar no fundo da gaveta. Dentro destes estilos de férias e de viagens há um que sempre fascinou – o inter-rail: conhecer várias cidades usando o comboio como meio de transporte é um desafio que exige planificação e abandono de rotinas habituais do dia-a-dia.

O Evangelho deste Domingo é um bilhete de inter-rail, um desafio a agarrar algo de novo para conhecer uma nova forma de viver. Aderir a Jesus Cristo “pão da vida” (ver evangelho) é aceitar o desafio a viver segundo um novo prisma, uma nova atitude, o “ ser imitadores de Deus, como filhos muito amados” (ver segunda leitura).

Encarar este Jesus Cristo como proposta de vida é olhar para os desafios que vamos encontrar durante a nossa viagem, e as dúvidas são tantas que por vezes podemos desconfiar, à semelhança dos judeus, do próprio motivo para nos desinstalarmos.

Olhando para Elias vemos o exemplo do viajante que vacila na confiança que depositou naquele que o impeliu a sair (ver primeira leitura). Podemos desanimar, querer baixar os braços, se vacilamos no contacto com o meio que se vai diferenciando do local onde nos acomodamos, tal como Elias vacilou no contacto com o deserto. Porém, nesta viagem os sinais de Deus para continuarmos são muito fortes, o maior dos quais a promessa feita por Jesus Cristo: “Quem acredita tem a vida eterna” (evangelho).

Nesta certeza de que Jesus Cristo é o verdadeiro pão da vida podemos então preparar-nos para uma extensa viagem seguindo o plano de Deus. Não conhecendo cidades mas sim dando a conhecer este pão, que não alimenta somente, mas que dá a vida eterna.



Vivendo o Evangelho


Um dos exercícios mais exigentes na preparação de um inter-rail é a preparação da nossa bagagem. Não podemos levar mais do que o essencial senão iremos lamentar cada grama de carga inútil que temos de transportar todos os dias.

Na preparação da nossa bagagem para aderir a este convite de vivermos como crentes no “pão da vida”, S. Paulo dá-nos uma grande ajuda na segunda leitura, com a carta aos Efésios. O grande segredo para vivermos segundo o evangelho está em sabermos aquilo que é essencial, e o essencial é caminharmos “na caridade, a exemplo de Cristo, que nos amou e Se entregou por nós” (segunda leitura).

A caridade é a forma visível de demonstrar que já viajámos com Cristo.


Farol de Luz, A Caminho

domingo, 2 de agosto de 2009

Canonização de Frei Rafael


O Frei Rafael, um monge cisterciense que morreu aos 27 anos de diabetes, será canonizado em 11 de Outubro próximo. Rafael nasceu em Espanha em 1911 e abraçou a fé numa altura em que o anticlericalismo dominava o país, ainda antes da eclosão da Guerra Civil.

Frei RafaelAos 23 anos foi aceite no mosteiro de St. Isidro de Dueñas. Ao entrar, afirmou que não tomava esta decisão por tristeza, nem sofrimento nem desilusão com o mundo: "O que o mundo me pode oferecer eu já tenho. Deus, na sua infinita bondade, deu-me em vida muito mais do que mereço".

Apesar da força da sua vocação, Rafael foi obrigado a abandonar o mosteiro por três vezes pela sua saúde fraca. Finalmente pediu para regressar como convidado e não como frade, uma vez que não era capaz de seguir todas as regras da ordem.

Em 1934 recebeu o hábito branco, o que o levou a escrever à sua mãe: "Estou muito contente. Todo de branco, pelo menos por fora. Agora vou tentar ser assim também por dentro, que é o que importa mesmo".

Morreu de diabetes aos 27 anos e a sua cela foi preservada pelos monges como local de oração para a comunidade.

Em 1989 o Papa João Paulo II falou dele como modelo para os jovens, e mais tarde beatificou-o em 1992.




A Caminho




XVIII Domingo do Tempo Comum | 2.08.09


A liturgia do 18º Domingo do Tempo Comum repete, no essencial, a mensagem das leituras do passado domingo. Assegura-nos que Deus está empenhado em oferecer ao seu Povo o alimento que dá a vida eterna e definitiva.


A primeira leitura dá-nos conta da preocupação de Deus em oferecer ao seu Povo, com solicitude e amor, o alimento que dá vida. A acção de Deus não vai, apenas, no sentido de satisfazer a fome física do seu Povo; mas pretende também (e principalmente) ajudar o Povo a crescer, a amadurecer, a superar mentalidadesestreitas e egoístas, a sair do seu fechamento e a tomar consciência de outros valores.


No Evangelho, Jesus apresenta-Se como o “pão” da vida que desceu do céu para dar vida ao mundo. Aos que O seguem, Jesus pede que aceitem esse “pão” – isto é, que escutem as palavras que Ele diz, que as acolham no seu coração, que aceitem os seus valores, que adiram à sua proposta.


A segunda leitura diz-nos que a adesão a Jesus implica o deixar de ser homem velho e o passar a ser homem novo. Aquele que aceita Jesus como o “pão” que dá vida e adere a Ele, passa a ser uma outra pessoa. O encontro com Cristo deve significar, para qualquer homem, uma mudança radical, um jeito completamente diferente de se situar face a Deus, face aos irmãos, face a si próprio e face ao mundo.


Reflectindo o Evangelho


Para muitos de nós estão a chegar as merecidas férias. Está a chegar o fim do tempo em que temos horários a cumprir, em que temos de nos levantar cedo, em que temos imensos trabalhos a fazer em pouquíssimo tempo. Enfim, o tempo em que andamos mais stressados a trabalhar pela «comida que se perde» (Evangelho). De facto, a maior parte das nossas preocupações quotidianas têm a ver com as ocupações do dia-a-dia, com os trabalhos que são garantia da nossa subsistência e da subsistência da nossa família.


Jesus tinha bem presente as preocupações do dia-a-dia das pessoas do seu tempo. Mas chama a atenção para outras preocupações, preocupações de outra ordem, que também devemos ter sempre presentes: o alimento que dura até à vida eterna e que nos é dado pelo Filho do Homem, o próprio Jesus. De facto, só Ele pode saciar a fome e a sede que cada ser humano sente: fome e sede de eternidade, de perfeição, de felicidade. Enfim, fome e sede de vida eterna, daquela vida que Ele nos veio oferecer. Ele é «o pão da vida» (Evangelho).


Contrariamente a outros alimentos que incessantemente buscamos, como os judeus no deserto (ver 1.ª leitura), este alimento sacia-nos na plenitude: «Quem vem a Mim nunca mais terá fome, quem acredita em Mim nunca mais terá sede» (Evangelho).



Vivendo o Evangelho


Muitas vezes fazemos do tempo de férias um tempo de «férias de Deus»: deixamos a vida em comunidade na celebração dominical da Eucaristia para procurarmos saciar a nossa fome em viagens e descontracções, enfim, em tudo aquilo que se faz em período de férias. E chegamos ao fim das férias não só mais cansados do que quando as iniciamos como também com a mesma fome inicial!


Aproveitemos este tempo de férias – tempo favorável – para nos aproximarmos mais de Deus e do Seu Filho que Ele enviou, para saciar toda a nossa fome com a sua Palavra de Vida eterna e com o Pão que veio do Céu.




Farol de Luz; A Caminho