sábado, 21 de abril de 2012

III Domingo da Páscoa | 22.04.2012


Jesus ressuscitou verdadeiramente? Como é que podemos fazer uma experiência de encontro com Jesus ressuscitado? Como é que podemos mostrar ao mundo que Jesus está vivo e continua a oferecer aos homens a salvação? É, fundamentalmente, a estas questões que a liturgia do 3° Domingo da Páscoa procura responder.


O Evangelho assegura-nos que Jesus está vivo e continua a ser o centro à volta do qual se constrói a comunidade dos discípulos. É precisamente nesse contexto eclesial - no encontro comunitário, no diálogo com os irmãos que partilham a mesma fé, na escuta comunitária da Palavra de Deus, no amor partilhado em gestos de fraternidade e de serviço - que os discípulos podem fazer a experiência do encontro com Jesus ressuscitado. Depois desse "encontro", os discípulos são convidados a dar testemunho de Jesus diante dos outros homens e mulheres.


A primeira leitura apresenta-nos, precisamente, o testemunho dos discípulos sobre Jesus. Depois de terem mostrado, em gestos concretos, que Jesus está vivo e continua a oferecer aos homens a salvação, Pedro e João convidam os seus interlocutores a acolherem a proposta de vida que Jesus lhes faz.


A segunda leitura lembra que o cristão, depois de encontrar Jesus e de aceitar a vida que Ele oferece, tem de viver de forma coerente com o compromisso que assumiu D Essa coerência deve manifestar-se no reconhecimento da debilidade e da fragilidade que fazem parte da realidade humana e num esforço de fidelidade aos mandamentos de Deus.

Fontes:
Ecclesia
SDPL Viseu 

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Texto de Opinião #8

Parece que chegou a minha vez de escrever o famoso texto de opinião, confesso que tinha receio de escrever. Mas enquanto estava a ver umas imagens na Internet, vi uma que me chamou a atenção e que me fez pensar “é isto mesmo, já tenho um tema agora basta desenvolver” e fazer mesmo que é suposto, dar a minha opinião.

A frase é “Acredita…. A tua vida só vai começar a dar certo quando parares de pensar que tudo vai dar errado” , isto fez-me pensar no porquê, de as pessoas desistirem ao primeiro obstáculo que lhes aparece.

Se pensarmos bem temos de ver sempre o lado positivo, não podemos pensar “ e se…”, temos que retirar os “se” negativos da nossa vida, temos que agir de forma diferente, temos que vencer o nosso lado que quer desistir e conquistar o nosso melhor lado, o lado “vencedor”. Vencer as nossas dificuldades e ajudar o próximo, tem que ser o nosso objetivo, no meio disto onde podemos encontramos Deus?! Acredito que se Deus nos mete alguma dificuldade no meio é porque sabe que a conseguimos superar. Assim tem que ser, não podemos pensar em desistir, temos que lutar para conquistar, estes obstáculos servem para vermos o quanto somos fortes e o quanto precisamos de Deus, temos que pensar n’Ele também. Se gostamos que Deus nos ajude sempre porquê não o ajudamos também?! Deus só pede um bocadinho do nosso tempo e nós pedimos muitas vezes coisas que não são necessárias para o nosso bem-estar. Em vez de agradecermos o que Ele nos dá todos os dias, nós continuamos a pedir cada vez mais e mais, mas Deus não nós dá as coisas para a mão, só nós dá um empurrãozinho para alcançarmos as nossas metas. Se começarmos a seguir as suas pisadas vamos ver que tudo vai dar certo e vamos deixar de pensar que tudo vai dar errado.

Vamos estar vivos e com força de viver, sabemos o nosso valor, sabemos o quanto Deus nos ajuda. Vamos então arranjar mais tempo para falar com Deus e agradecer a sua ajuda na nossa vida.~


Ana Cláudia Correia,

Vogal de Imprensa

domingo, 8 de abril de 2012

Domingo de Páscoa | 08.4.2012


A liturgia deste domingo celebra a ressurreição e garante-nos que a vida em plenitude resulta de uma existência feita dom e serviço em favor dos irmãos. A ressurreição de Cristo é o exemplo concreto que confirma tudo isto.
A primeira leitura apresenta o exemplo de Cristo que “passou pelo mundo fazendo o bem” e que, por amor, se deu até à morte; por isso, Deus ressuscitou-O. Os discípulos, testemunhas desta dinâmica, devem anunciar este “caminho” a todos os homens.
O Evangelho coloca-nos diante de duas atitudes face à ressurreição: a do discípulo obstinado, que se recusa a aceitá-la porque, na sua lógica, o amor total e a doação da vida não podem, nunca, ser geradores de vida nova; e a do discípulo ideal, que ama Jesus e que, por isso, entende o seu caminho e a sua proposta (a esse não o escandaliza nem o espanta que da cruz tenha nascido a vida plena, a vida verdadeira).
A segunda leitura convida os cristãos, revestidos de Cristo pelo baptismo, a continuarem a sua caminhada de vida nova, até à transformação plena (que acontecerá quando, pela morte, tivermos ultrapassado a última barreira da nossa finitude).

Fontes:
Ecclesia
SDPL Viseu

terça-feira, 3 de abril de 2012

Texto de Opinião #7

Vamos deixar de lado as lamentações que costumamos fazer sobre a nossa vida.
Vamos sair um pouco de nós e pensar nos outros.
Vamos deixar de lado o egoísmo e conhecer o valor de atitudes altruístas.
Vamos tirar a venda dos olhos e enxergar o horizonte que temos pela frente.
Vamos sair da individualidade e viver a solidariedade.
Vamos sair do consumismo desenfreado e praticarmos a partilha.
Vamos derrubar paradigmas que emperram a evolução espiritual substituindo por outros. Vamos deixar os pequenos dissabores e olhar para os nossos vizinhos que vivem em dificuldades maiores.
Vamos descruzar os nossos braços e abraçar o irmão que sofre.
Vamos ajudar.
Vamos ser caridosos.
Vamos ser generosos.
Enfim, vamos amar!

Que esta ultima semana do Tempo de Quaresma seja uma semana de mudança, de renascer, de transformar.
Trocar uma vida gasta e empoeirada por um modo novo de ser e de viver.


Música :

Novo dia surgiu e o povo que andava nas trevas viu
uma intensa luz, teu clarão
Tua glória a resplandecer.
Novo povo a trilhar um caminho aberto por Tuas mãos
obra nova enfim já podemos ver, Nova Criação.
Somos nós este povo alcançado por Tua luz,
fruto da Tua obra na Cruz.

O Senhor nosso Deus
que merece o louvor, todo nosso amor.
É o Rei que venceu, ao Cordeiro
a Vitória, Poder, Honra e Glória. (bis)
Ressuscitou. Ressuscitou.

Um só povo, um só corpo, um só canto pra Teu louvor.
Tua Igreja, tua esposa celebra o Teu amor.
Soberano, Majestoso,
Glorioso, Ven-ce-dor.
Todos juntos, povo em festa,
num banquete que não findará!

Ana Filipa Guia,
Vogal Mariano

sábado, 31 de março de 2012

Domingo de Ramos | 1.4.2012


A liturgia deste último Domingo da Quaresma convida-nos a contemplar esse Deus que, por amor, desceu ao nosso encontro, partilhou a nossa humanidade, fez-Se servo dos homens, deixou-Se matar para que o egoísmo e o pecado fossem vencidos. A cruz (que a liturgia deste domingo coloca no horizonte próximo de Jesus) apresenta-nos a lição suprema, o último passo desse caminho de vida nova que, em Jesus, Deus nos propõe: a doação da vida por amor.
A primeira leitura apresenta-nos um profeta anónimo, chamado por Deus a testemunhar no meio das nações a Palavra da salvação. Apesar do sofrimento e da perseguição, o profeta confiou em Deus e concretizou, com teimosa fidelidade, os projectos de Deus. Os primeiros cristãos viram neste “servo” a figura de Jesus.
A segunda leitura apresenta-nos o exemplo de Cristo. Ele prescindiu do orgulho e da arrogância, para escolher a obediência ao Pai e o serviço aos homens, até ao dom da vida. É esse mesmo caminho de vida que a Palavra de Deus nos propõe.
O Evangelho convida-nos a contemplar a paixão e morte de Jesus: é o momento supremo de uma vida feita dom e serviço, a fim de libertar os homens de tudo aquilo que gera egoísmo e escravidão. Na cruz, revela-se o amor de Deus – esse amor que não guarda nada para si, mas que se faz dom total.



Fontes:
Ecclesia
SDPL Viseu
A Caminho

quinta-feira, 22 de março de 2012

Texto de Opinião #6

O que é a Igreja? É uma instituição que mais parece fruto de um sonhador: foi confiada a pescadores e o seu fundador morreu na cruz como um criminoso, abandonado até pelos amigos. Então, o que esperar, no futuro, de uma obra assim?
Estando próxima a sua paixão, Jesus reuniu os discípulos e deu-lhes uma certeza: «Eu apelarei ao Pai, e Ele vos dará outro Paráclito para que esteja sempre convosco». (Jo 14, 16) O Paráclito é o Espírito Santo. É pela sua acção que, nós, cristãos, nos tornamos testemunhas de Jesus Cristo. Testemunhas através da vida, com gestos de acolhimento e compreensão, de solidariedade e comunhão. Testemunhas mediante a palavra: é na força do Espírito Santo que anunciamos Jesus Cristo, morto e ressuscitado, presente no mundo com o seu dinamismo libertador. Testemunhas no meio das dificuldades, convictos de que o Espírito Santo nos acompanha. Testemunhas pela prática do amor: vivendo no amor deixamo-nos conduzir pelo Espírito Santo.
O Espírito Santo foi dado à Igreja para a animar continuamente. Ele sopra onde quer; faz nascer em cada pessoa carismas próprios para o serviço da Igreja e oferece os seus dons aos que crêem no Senhor.
Desafio-vos, hoje, a colocarem em prática, aqueles propósitos tantas vezes adiados: visitar um doente; telefonar a um amigo distante; responder a um e-mail; procurar aquela pessoa que não é muito agradável, com disposição de a escutar… Deixemos que o Espírito Santo actue em nós…

Bruna Chambel,
Vogal de Formação

sábado, 17 de março de 2012

IV Domingo da Quaresma | 18.03.2012

A liturgia do 4º Domingo da Quaresma garante-nos que Deus nos oferece, de forma totalmente gratuita e incondicional, a vida eterna.
A primeira leitura diz-nos que, quando o homem prescinde de Deus e escolhe caminhos de egoísmo e de auto-suficiência, está a construir um futuro marcado por horizontes de dor e de morte. No entanto, diz o autor do Livro das Crónicas, Deus dá sempre ao seu Povo outra possibilidade de recomeçar, de refazer o caminho da esperança e da vida nova.
A segunda leitura ensina que Deus ama o homem com um amor total, incondicional, desmedido; é esse amor que levanta o homem da sua condição de finitude e debilidade e que lhe oferece esse mundo novo de vida plena e de felicidade sem fim que está no horizonte final da nossa existência.
No Evangelho, João recorda-nos que Deus nos amou de tal forma que enviou o seu Filho único ao nosso encontro para nos oferecer a vida eterna. Somos convidados a olhar para Jesus, a aprender com Ele a lição do amor total, a percorrer com Ele o caminho da entrega e do dom da vida. É esse o caminho da salvação, da vida plena e definitiva.

Fontes:
Ecclesia
sdplviseu

sábado, 10 de março de 2012

III Domingo da Quaresma | 11.03.2012


A liturgia do 3º Domingo da Quaresma dá-nos conta da eterna preocupação de Deus em conduzir os homens ao encontro da vida nova. Nesse sentido, a Palavra de Deus que nos é proposta apresenta sugestões diversas de conversão e de renovação.
Na primeira leitura, Deus oferece-nos um conjunto de indicações (“mandamentos”) que devem balizar a nossa caminhada pela vida. São indicações que dizem respeito às duas dimensões fundamentais da nossa existência: a nossa relação com Deus e a nossa relação com os irmãos.
Na segunda leitura, o apóstolo Paulo sugere-nos uma conversão à lógica de Deus… É preciso que descubramos que a salvação, a vida plena, a felicidade sem fim não está numa lógica de poder, de autoridade, de riqueza, de importância, mas está na lógica da cruz – isto é, no amor total, no dom da vida até às últimas consequências, no serviço simples e humilde aos irmãos.
No Evangelho, Jesus apresenta-se como o “Novo Templo” onde Deus se revela aos homens lhes oferece o seu amor. Convida-nos a olhar para Jesus e a descobrir nas suas indicações, no seu anúncio, no seu “Evangelho” essa proposta de vida nova que Deus nos quer apresentar.

Fontes:
Beneditinos
Dehonianos
SDPL Viseu

As Palavras Ficam Sempre

Se me disseres que me amas, acreditarei.
Mas se escreveres que me amas,
Acreditarei ainda mais.
Se falares da tua saudade, entenderei.
Mas se escreveres sobre ela,
Eu a sentirei junto contigo.
Se a tristeza vier a te consumir e me contares, eu saberei.
Mas se descreveres no papel,
O seu peso será menor.
Assim as palavras são escritas:
Possuem um magnetismo especial,
Libertam, acalantam, invocam emoções.
Elas possuem a capacidade.
De em poucos minutos cruzar mares,
Saltar montanhas, atravessar desertos intocáveis.
Muitas vezes, infelizmente, perde-se o autor.
Mas a mensagem sobrevive ao tempo,
Atravessando séculos e gerações.
Elas marcam um momento que será.
Eternamente revivido por todos aqueles que a lerem.
Vive o amor com palavras faladas e escritas.
Mata saudades, pede perdão,
Aproxima-te e recupera o tempo perdido.
Insinua-te, alegra alguém.
Oferece um simples “bom dia”,

Faz um carinho especial.
Usa a palavra a todo instante, de todas aas maneiras.
Tua força é imensurável.
Lembra-te sempre do poder das palavras.
Quem escreve, constrói um castelo,
Quem o lê passa a habita-lo.

Daniel Domingos,

Vogal de Liturgia

sábado, 3 de março de 2012

Texto de opinião

Parece que chegou a minha vez de escrever e peço desde já desculpa pelo mau jeito que tenho para o fazer. Há uns tempos atrás, publiquei uma música que me fez pensar nos problemas mundiais e queria que também vocês reflectissem sobre o tema, mas pareceu-me que vos passou ao lado. Não quis esquecer o assunto, e já que me deram a oportunidade de me expressar sobre o que quisesse, porque não fazer pensar-vos nisto agora? A música pertence aos SOJA, e chama-se “everything changes”. A letra desta música faz-nos querer levantar do sofá e ir ajudar o outro. O outro que tem fome, que em vez de chegar a casa, comer e ainda implicar com quem cozinhou por não ser uma refeição que lhe agrade, está o dia inteiro a olhar pró chão, em busca de restos que o tentem alimentar, ou à procura de uma poça de água que mesmo sendo imprópria para beber poderá salvá-lo da morte por mais uns dias. E então pergunto-me, porquê tamanha desigualdade e injustiça, sendo que o artigo nº1 dos direitos humanos nos diz que “todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos”? Porque continuamos nós a ser os privilegiados, e alguns deles escravos de pequenos senhores (e digo pequenos, porque embora tenham poder para tomar decisões envolvendo inocentes, não são dignos de serem chamados de pessoas)? Porque continuamos nós em frente à televisão, apenas ouvindo as desgraças dos outros e porque continuam os restantes, por norma esquecidos, a sofrer, sem terem culpa da vida que levam, sem nunca terem feito nada de errado para viver num sítio onde guerreiam devido ao capital ou até mesmo por diferentes religiões onde não há respeito mútuo? Porquê?
Peço-vos então que reflictam e que Lhe agradeçam pela boa vida que nos atribuiu. Imploro que deixem de ser egoístas e egocêntricos, ou que tentem, pelo menos, partilhar algo com alguém por mais simples e desprezável que seja o objecto/alimento. Ajudem o próximo, quem sabe se um dia os papéis não serão invertidos.

Um beijinho,
Joana Fernandes,
vogal de liturgia






link da musica : http://www.youtube.com/watch?v=_zbZV41GBio