sábado, 5 de setembro de 2009
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Um presente

«O ontem já faz parte da história; o amanhã é um mistério; o hoje é uma prenda... e é por isso que lhe chamamos PRESENTE»
...
Paro, Senhor, na leitura deste pensamento de um autor desconhecido e descubro que, à sua luz, o meu dia poderá ter outro sentido: este sábado é, de facto, um PRESENTE da tua divina generosidade...
Um presente que, no entanto, tenho de libertar dos seus laços e papéis, para que me surpreenda a beleza de quanto me ofereces.
Um presente que revela quanto me queres e quanto me conheces, mesmo que não corresponda à minha infantil expectativa.
Um presente que não pode esgotar-se no prazer pessoal da contemplação ou do usufruto, porque tudo o que dás é para ser posto na mesa fraterna...
Neste momento de desembrulhar as horas, acolhe o meu olhar agradecido: Obrigado, meu Senhor!...
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Madre Teresa, 12 anos depois

Foi enviada pela congregação do Loreto para a Índia e chegou a Calcutá no dia 6 de Janeiro de 1929. Tendo apenas chegado lá, entrou no noviciado de Loreto, em Darjeerling. Fez a profissão perpétua como irmã do Loreto no dia 24 de Maio de 1937, e daquele dia em diante foi chamada Madre Teresa.
No dia 10 de Setembro de 1946, no comboio que a conduzia de Calcutá para darjeeling, Madre Tereza recebeu aquilo que ela chamou “chamamento no chamamento”, que teria feito nascer a família dos Missionários da Caridade, Irmãs, Irmãos, Padres e Colaboradores.
Ao longo dos anos 50 e no inicio dos anos 60, Madre Teresa estendeu a obra das Missionárias da Caridade seja internamente dentro Calcutá, seja em toda a Índia. No dia 1 de Fevereiro de 1965, Paulo VI concedeu à Congregação o “Decretum Laudis”, elevando-a a direito pontifício. A primeira casa de missão aberta fora de Calcutá foi em Cocorote, na Venezuela em 1965. Do final dos anos 60 até 1980, as Missionárias da Caridade cresceram seja em número de casas de missão abertas em todo o mundo, seja no número dos seus membros.
Em 1979, Madre Teresa recebeu o Prémio Nobel da Paz, como reconhecimento pelo seu trabalho.
No final dos anos 80 e durante os anos 90, não obstante os crescentes problemas de saúde, Madre Teresa continuou a viajar pelo mundo para a profissão das noviças, para abrir novas casas de missão e para servir os pobres e aqueles que tinham sido atingidos por diversas calamidades.
Às 9h30 da noite do dia 5 de Setembro de 1997, ela morreu na Casa Geral. No dia 13 de Setembro teve um funeral de Estado e o seu corpo foi conduzido num longo cortejo através as estradas de Calcutá. Chefes de Estado e de Governo, Rainhas e enviados especiais chegaram para representar os países de todo o mundo.
Foi beatificada por João Paulo II a 19 de Outubro de 2003, após o Papa polaco ter dispensado o período de espera de 5 anos para a abertura da Causa de Canonização.
Agência Ecclesia
Mensagem de Bento XVI para o Dia Mundial das Missões

"As nações caminharão à sua luz" (Ap 21, 24)
Neste domingo dedicado às missões, me dirijo sobretudo a vós, Irmãos no ministério episcopal e sacerdotal, e também aos irmãos e irmãs do Povo de Deus, a fim de vos exortar a reavivar em si a consciência do mandato missionário de Cristo para que "todos os povos se tornem seus discípulos" (Mt 28,19), seguindo as pegadas de São Paulo, o Apóstolo dos Gentios.
"As nações caminharão à sua luz" (Ap 21, 24). O objectivo da missão da Igreja é iluminar com a luz do Evangelho todos os povos em seu caminhar na história rumo a Deus, pois Nele encontramos a sua plena realização. Devemos sentir o anseio e a paixão de iluminar todos os povos, com a luz de Cristo, que resplandece no rosto da Igreja, para que todos se reúnam na única família humana, sob a amável paternidade de Deus.
É nesta perspectiva que os discípulos de Cristo espalhados pelo mundo trabalham, se dedicam, gemem sob o peso dos sofrimentos e doam a vida. Reitero com veemência o que muitas vezes foi dito pelos meus Predecessores: a Igreja não age para ampliar o seu poder ou reforçar o seu domínio, mas para levar a todos Cristo, salvação do mundo. Pedimos somente de nos colocar a serviço da humanidade, sobretudo da daquela sofredora e marginalizada, porque acreditamos que "o compromisso de anunciar o Evangelho aos homens de nosso tempo... é sem dúvida alguma um serviço prestado à comunidade cristã, mas também a toda a humanidade"(Evangelii nuntiandi, 1), que "apesar de conhecer realizações maravilhosas, parece ter perdido o sentido último das coisas e de sua própria existência"(Redemptoris missio, 2).
1. Todos os Povos são chamados à salvação
Na verdade, a humanidade inteira tem a vocação radical de voltar à sua origem, que é Deus, somente no Qual ela encontrará a sua plenitude por meio da restauração de todas as coisas em Cristo. A dispersão, a multiplicidade, o conflito, a inimizade serão repacificadas e reconciliadas através do sangue da Cruz e reconduzidas à unidade.
O novo início já começou com a ressurreição e a exaltação de Cristo, que atrai a si todas as coisas, as renova, as tornam participantes da eterna glória de Deus. O futuro da nova criação brilha já em nosso mundo e acende, mesmo se em meio a contradições e sofrimentos, a nossa esperança por uma vida nova. A missão da Igreja é "contagiar" de esperança todos os povos. Por isto, Cristo chama, justifica, santifica e envia os seus discípulos para anunciar o Reino de Deus, a fim de que todas as nações se tornem Povo de Deus. É somente nesta missão que se compreende e se confirma o verdadeiro caminho histórico da humanidade. A missão universal deve se tornar uma constante fundamental na vida da Igreja. Anunciar o Evangelho deve ser para nós, como já dizia o apóstolo Paulo, um compromisso impreterível e primário.
2. Igreja peregrina
A Igreja Universal, sem confim e sem fronteiras, se sente responsável por anunciar o Evangelho a todos os povos (cfr. Evangelii nuntiandi, 53). Ela, germe de esperança por vocação, deve continuar o serviço de Cristo no mundo. A sua missão e o seu serviço não se limitam às necessidades materiais ou mesmo espirituais que se exaurem no âmbito da existência temporal, mas na salvação transcendente que se realiza no Reino de Deus. (cfr. Evangelii nuntiandi, 27). Este Reino, mesmo sendo em sua essência escatológico e não deste mundo (cfr. Jo 18,36), está também neste mundo e em sua história é força de justiça, paz, verdadeira liberdade e respeito pela dignidade de todo ser humano. A Igreja mira em transformar o mundo com a proclamação do Evangelho do amor, "que ilumina incessantemente um mundo às escuras e nos dá a coragem de viver e agir e... deste modo, fazer entrar a luz de Deus no mundo" (Deus caritas est, 39). Esta é a missão e o serviço que, também com esta Mensagem, chamo a participar todos os membros e instituições da Igreja.
3. Missio ad gentes
A missão da Igreja é chamar todos os povos à salvação realizada por Deus em seu Filho encarnado. É necessário, portanto, renovar o compromisso de anunciar o Evangelho, fermento de liberdade e progresso, fraternidade, união e paz (cfr. Ad gentes, 8). Desejo "novamente confirmar que a tarefa de evangelizar todos os homens constitui a missão essencial da Igreja"(Evangelii nuntiandi, 14), tarefa e missão que as vastas e profundas mudanças da sociedade actual tornam ainda mais urgentes. Está em questão a salvação eterna das pessoas, o fim e a plenitude da história humana e do universo. Animados e inspirados pelo Apóstolo dos Gentios, devemos estar conscientes de que Deus tem um povo numeroso em todas as cidades percorridas também pelos apóstolos de hoje (cfr. At 18, 10). De fato, "a promessa é em favor de todos aqueles que estão longe, todos aqueles que o Senhor nosso Deus chamar "(At 2,39).
Toda a Igreja deve se empenhar na missio ad gentes, enquanto a soberania salvífica de Cristo não está plenamente realizada: "Agora, porém, ainda não vemos que tudo lhe esteja submisso"(Hb 2,8).
4. Chamados a evangelizar também por meio do martírio
Neste dia dedicado às missões, recordo na oração aqueles que fizeram de suas vidas uma exclusiva consagração ao trabalho de evangelização. Menciono em particular as Igrejas locais, os missionários e missionárias que testemunham e propagam o Reino de Deus em situações de perseguição, com formas de opressão que vão desde a discriminação social até a prisão, a tortura e a morte. Não são poucos aqueles que actualmente são levados à morte por causa de seu "Nome". É ainda de grande actualidade o que escreveu o meu venerado Predecessor Papa João Paulo II: "A comemoração jubilar descerrou-nos um cenário surpreendente, mostrando o nosso tempo particularmente rico de testemunhas, que souberam, ora dum modo ora doutro, viver o Evangelho em situações de hostilidade e perseguição até darem muitas vezes a prova suprema do sangue" (Novo millennio ineunte, 41).
A participação na missão de Cristo, de fato, destaca também a vida dos anunciadores do Evangelho, aos quais é reservado o mesmo destino de seu Mestre. "Lembrem-vos do que eu disse: nenhum empregado é maior do que seu patrão. Se perseguiram a mim, vão perseguir a vós também " (Jo 15,20). A Igreja se coloca no mesmo caminho e passa por tudo aquilo que Cristo passou, porque não age baseando-se numa lógica humana ou com a força, mas seguindo o caminho da Cruz e se fazendo, em obediência filial ao Pai, testemunha e companheira de viagem desta humanidade.
Às Igrejas antigas como as de recente fundação, recordo que são colocadas pelo Senhor como sal da terra e luz do mundo, chamadas a irradiar Cristo, Luz do mundo, até os extremos confins da terra. A missio ad gentes deve ser a prioridade de seus planos pastorais.
Agradeço e encorajo as Pontifícias Obras Missionárias pelo indispensável trabalho a serviço da animação, formação missionária e ajuda económica às jovens Igrejas. Por meio destas instituições pontifícias, se realiza de forma admirável a comunhão entre as Igrejas, com a troca de dons, na solicitude recíproca e na comum projetualidade missionária.
5. Conclusão
O impulso missionário sempre foi sinal de vitalidade de nossas Igrejas (cfr. Redemptoris missio, 2). É preciso, todavia, reafirmar que a evangelização é obra do Espírito, e que antes mesmo de ser acção, é testemunho e irradiação da luz de Cristo (cfr. Redemptoris missio, 26) através da Igreja local, que envia os seus missionários e missionárias para além de suas fronteiras. Rogo a todos os católicos para que peçam ao Espírito Santo que aumente na Igreja a paixão pela missão de proclamar o Reino de Deus e ajudar os missionários, as missionárias e as comunidades cristãs empenhadas nesta missão, muitas vezes em ambientes hostis de perseguição.
Ao mesmo tempo, convido todos a darem um sinal crível da comunhão entre as Igrejas, com uma ajuda económica, especialmente neste período de crise que a humanidade está vivendo, a fim de colocar as jovens Igrejas em condições de iluminar as pessoas com o Evangelho da caridade.
Nos guie em nossa acção missionária a Virgem Maria, Estrela da Evangelização, que deu ao mundo Cristo, luz das nações, para que leve a salvação "até aos extremos da terra"(At 13,47).
A todos, a minha Bênção.
Cidade do Vaticano, 29 de Junho de 2009
BENEDICTUS PP. XVI
Agência Ecclesia
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
XXII Domingo do Tempo Comum | 6.09.09

A primeira leitura garante-nos que as “leis” e preceitos de Deus são um caminho seguro para a felicidade e para a vida em plenitude. Por isso, o autor dessa catequese recomenda insistentemente ao seu Povo que acolha a Palavra de Deus e se deixe guiar por ela.
No Evangelho, Jesus denuncia a atitude daqueles que fizeram do cumprimento externo e superficial da “lei” um valor absoluto, esquecendo que a “lei” é apenas um caminho para chegar a um compromisso efectivo com o projecto de Deus. Na perspectiva de Jesus, a verdadeira religião não se centra no cumprimento formal das “leis”, mas num processo de conversão que leve o homem à comunhão com Deus e a viver numa real partilha de amor com os irmãos.
A segunda leitura convida os crentes a escutarem e acolherem a Palavra de Deus; mas avisa que essa Palavra escutada e acolhida no coração tem de tornar-se um compromisso de amor, de partilha, de solidariedade com o mundo e com os homens.
Reflectindo o Evangelho
Certamente que todos reconhecemos que o fosso entre
ricos e pobres é cada vez mais notório na nossa sociedade, que dizemos ser desenvolvida e industrializada.Há uma tendência inata em que nós nos predispomos mais a "encostarmo-nos" àqueles que são mais ricos, que
tem mais promoção social e económica. Certamente já todos experimentámos e presenciamos a uma situação destas.Ora, a Liturgia deste 23º domingo do Tempo Comum
vem como que confrontar esta atitude que muitas vemos tomámos, com a própria Palavra de Deus. Na 1ª Leitura, já Isaías alertava o povo de Israel, exilado há 40 anos, a não desanimar e a anunciar a intervenção de Deus em seu favor: "a terra seca se transformará em lago e a terra árida em nascentes de água" (ver 1ª leitura). Aqui está o convite de Isaías: não desanimeis; não vos deixeis abater pelas dificuldades; não vos deixeis dominar pelo medo. Isto são tudo promessas de Deus, promessas verdadeiras, que não são ocas de sentido nem de realização, pois estas encontram-se já no Evangelho deste domingo, espelhado na cura do surdo-mudo, no sentido de mostrar que a Jesus tudo é possível; que com Jesus é possível escutar, ver e falar; melhor dizendo, com Jesus e pelo exemplo de Jesus, agora, os surdos já podem escutar a Sua Palavra e pô-la em prática; que os mudos podem já proclamar aos outros esta mesma Palavra, reconhecendo e louvando as maravilhas que, em todos os tempos, Deus vai operando.Mas, as maravilhas que Deus vai realizando não se destinam só a alguns. Para Deus não há privilegiados, não há ricos e pobres, todos são filhos e filhas amados de Deus. Daí que S. Paulo, na 2ª Leitura nos alerta para esta realidade: igualdade e fraternidade entre a humanidade, pois "a fé em
nosso Senhor Jesus Cristo não admite acepção de pessoas" (ver 2ª Leitura). Aqui reside o grande desafio: olhar para o exemplo de Jesus e ver a sua preferência pelos pobres, pelos marginalizados, pelos sós. Se assim vivermos, o nosso mundo, a nossa sociedade será mais justa, mais equilibrada, será uma sociedade mais rica equitativamente.Vivendo o Evangelho
Mudar os critérios de vida e de selecção de pessoas: eis o desafio da liturgia deste domingo. Tenhamos cuidado com os juízos e distinções que fazemos das pessoas; como Jesus, tenhamos particular atenção aos nossos irmãos que vivem sós, desanimados, marginalizados. Não basta professar a fé, mas é necessário mostrar a nossa fé através de acções, pois também nós, hoje, somo surdos-mudos que Deus quer curar, nós é que não nos dispomos para isso, fechamo-nos nos nossos esquemas e nas nossas certezas, nos nossos esquemas fixos.
Agência Eclesia; A Caminho
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Aberto o VI Simpósio nacional do Clero, em Fátima - 1 a 4 de Setembro
Perante centenas de padres de todas as dioceses, D. António Francisco, presidente da Comissão Episcopal Vocações e Ministérios, gostaria que o VI Simpósio do Clero “nos ajudasse a libertar de um olhar redutor que a leitura negativa da realidade tantas vezes acarreta e que fossemos capazes de descobrir, de forma reflectida e justa, tudo quanto é portador de dinamismos de futuro e em que pontos essenciais devemos investir as nossas forças”.
Subordinado ao tema «Reaviva o Dom que há em ti», o VI Simpósio do Clero de Portugal começou esta manhã (1 de Setembro) e prolonga-se até Sexta-Feira (4 de Setembro), no Santuário de Fátima O trabalho do clero “não é burocrático, administrativo ou estatístico mas um serviço querido por Deus” – frisou o Presidente da Comissão Episcopal Vocações e Ministérios.
Na abertura do encontro, o Pe. Jorge Madureira, Secretário da referida Comissão, referiu que a transformação cultural “que estamos a viver afecta a Igreja, os seus membros”. “A influência das correntes culturais dominantes sobre a comunidade cristã e os cristãos intensificam-se”. Perante esta realidade, o Pe. Jorge Madureira apela à formação permanente. Ela é “um dever do sacerdote para com o seu próprio ser e para com o seu próprio fazer”.
Ao referir-se à situação vocacional, o secretário da Comissão Episcopal Vocações e Ministérios salienta que “não é verdade que o declínio das vocações seja global”. A nível mundial “até aumenta o número”. E acrescenta: “Há regiões de florescimento exuberante”.
Se o aumento das vocações em determinados países é um facto, o Pe. Jorge Madureira sublinha que as comunidades cristãs na Europa “terão que se interrogar sobre as razões que estão por detrás dessa situação de aumento vocacional em países sujeitos aos mesmos ventos da globalização”. E aponta pistas: “A escolha de um estado de vida sacerdotal, é hoje no contexto de uma sociedade distraída e superficial, uma escolha de ruptura, que tem as suas raízes no Mistério de Deus e na sua livre escolha”.
Diocese Portalegre-Castelo Branco
Bento XVI: «Deus castiga a culpa mas protege os pecadores»

Bento XVI afirmou que "Deus castiga a culpa, mas protege os pecadores", já que os homens sabem "dizer não aos vícios do mundo" e têm coragem para "uma mudança radical de vida".
Durante a tradicional audiência das Quartas-feiras, o Papa evocou Santo Odon, que propunha a transformação total da existência a partir da humildade, austeridade e desprendimento das coisas efémeras.
Bento XVI, que deixou temporariamente a residência pontifícia de Castel Gandolfo para se reunir com fiéis e peregrinos no Vaticano, retomou a apresentação dos grandes escritores da Igreja do Oriente e do Ocidente, com os quais é possível "entender o que significa ser cristão".
Santo Odon nasceu no final do século IX, em França. É considerado um dos protagonistas do monaquismo da Idade Média. Foi o segundo abade de Cluny, missão que implicava uma influência importante nos mosteiros europeus que seguiam a Regra e a espiritualidade daquela abadia.
Entre as suas virtudes, destacam-se a paciência, o zelo pelas almas, o empenho pela paz e pela concórdia, assim como a atenção aos pobres, jovens e idosos.
Perante cerca de oito mil pessoas, o Papa recordou a grande devoção que Santo Odon tinha pelo Corpo e Sangue do Senhor, e exortou à celebração cuidadosa da comunhão sacramental: "Somente quem está unido espiritualmente a Cristo pode receber dignamente o seu Corpo eucarístico".
Depois da catequese, Bento XVI saudou os fiéis em diversas línguas, entre as quais o português: "Saúdo com amizade e gratidão todos os peregrinos de língua portuguesa, nomeadamente os grupos do Brasil. Viestes a Roma para fortalecer os vínculos de fé, esperança e amor que unem a todos os baptizados na Igreja, que Jesus quis fundar sobre Pedro. Que as vossas vidas, iluminadas pela fé e perseverantes na esperança, possam sempre testemunhar o amor de Deus. Que as Suas bênçãos desçam abundantes sobre vós e vossas famílias".
Agência Ecclesia
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
XXII Domingo do Tempo Comum | 30.08.09

A liturgia do 22º Domingo do Tempo Comum propõe-nos uma reflexão sobre a “Lei”. Deus quer a realização e a vida plena para o homem e, nesse sentido, propõe-lhe a sua “Lei”. A “Lei” de Deus indica ao homem o caminho a seguir. Contudo, esse caminho não se esgota num mero cumprimento de ritos ou de práticas vazias de significado, mas num processo de conversão que leve o homem a comprometer-se cada vez mais com o amor a Deus e aos irmãos.
A primeira leitura garante-nos que as “leis” e preceitos de Deus são um caminho seguro para a felicidade e para a vida em plenitude. Por isso, o autor dessa catequese recomenda insistentemente ao seu Povo que acolha a Palavra de Deus e se deixe guiar por ela.
No Evangelho, Jesus denuncia a atitude daqueles que fizeram do cumprimento externo e superficial da “lei” um valor absoluto, esquecendo que a “lei” é apenas um caminho para chegar a um compromisso efectivo com o projecto de Deus. Na perspectiva de Jesus, a verdadeira religião não se centra no cumprimento formal das “leis”, mas num processo de conversão que leve o homem à comunhão com Deus e a viver numa real partilha de amor com os irmãos.
A segunda leitura convida os crentes a escutarem e acolherem a Palavra de Deus; mas avisa que essa Palavra escutada e acolhida no coração tem de tornar-se um compromisso de amor, de partilha, de solidariedade com o mundo e com os homens.
Agência Ecclesia

